quinta-feira, 12 de março de 2009

O Palhaço

Chega devagar, em silêncio, sem ninguém saber do que se trata, num caminhão tapado com lona. Se instala, e ao descarregar o caminhão, opa, parece... Começam a montar e quando menos se espera...
O Circo está armado... Chamem todos, o espetáculo vai começar! A ansiedade toma conta, o clima de magia e mistério pairam no ar.
Nada é mais comentado do que o show que se espera, de boca em boca se espalha e como o vento numa noite vaga de outono o comentário escorrega entre os ouvidos das pessoas...
Mágica, palhaço, animal, malabarismo, tudo isso excita o povo ao redor do circo, que ansiosos esperam pra assistir a grande estréia.
Chegou o dia, o show começou, o mágico tira o coelho da cartola, a mulher tem barba e o homem cospe fogo, uma moto roda num pequeno mundo de metal, o malabarista se joga do alto para alcançar as mãos do outro, o tigre está bem perto, rondando, e o elefante fazendo graça, mas nada é tão esperado quanto o palhaço.
Pronto! O palhaço está no palco, ele nos faz rir muito, ele é alegre, é engraçado, nos faz bem, nos traz uma sensação gostosa, nos sentimos como crianças, por pouco tempo... E então o palhaço vai embora, as luzes do picadeiro se apagam e nos sentimos tristes, muito tristes... Estávamos tão felizes e agora acabou... E dá vontade de chorar... Alguns choram, choram bastante... Outros simplesmente vão embora como fez o palhaço.
Entretanto, lá no fundo do circo, em seu camarim, mais triste mesmo está o palhaço, porque na real, hora nenhuma foi feliz, nem quando estava fazendo os outros sorrirem, e o pior, ninguém percebeu isso, ele estava de máscara...

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